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RENATA CORDEIRO



Berlim, arte e história por todo canto!

A capital da Alemanha guarda o passado e constrói o futuro num cenário recheado de beleza e misturas.

Gente de todos os cantos se somam nessa Babel germanicamente organizada que carrega uma das partes mais terríveis da história moderna. Nela, holocausto e guerra fria se materializam em prédios, restos do muro, placas nas ruas, monumentos e museus.

Aliás, a cidade tem cerca de 200 museus! De todos os tipos e para todos os gostos. Do homosexualismo, dos povos antigos, de guerra e de grafite… Tudo é assunto!

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Quando o Brasil ainda engatinhava o povo alemão reclamou o direito de ver as obras resgatadas de Napoleão e os nobres tiveram que construir o primeiro museu em 1825! Eram tantas obras maravilhosas que em 1859 já começou a construção do “puxadinho” na verdade, um outro grandioso prédio, o Museu Novo.

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Ele e mais outros três belos espaços formam a Ilha dos Museus. São relíquias únicas… De encher os olhos!
Nefertiti e seu busto de 3.400 anos está lá. E…sem pieguice…é de emocionar. Só que nesses tempos de selfies infindas, tomaram a medida de não deixar fotografá-la. Boa parte do museu está liberado para seus cliques mas a rainha da beleza… Não! Assim não tem fila nem gente se empurrando como junto à Monalisa no Louvre. Bem espertos esses alemães!

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No Pergamonmuseum você encontra uma coleção muito especial! O Altar de Pérgamo que dá nome ao museu está fechado para visitação até 2020 mas o Portão do Mercado de Mileto faz as honras da casa. A construção romana do Século 2 é uma monumental fachada de 17 metros de altura e 29 metros de largura que dava acesso ao mercado da antiga cidade de Mileto (atualmente Turquia). E ainda tem exemplos da arquitetura grega!
Delirei também ao ver a fachada da sala do trono do rei Nabucodonosor II, da Porta de Ishtar e da Via Processional da Babilônia (605-562 A.C.)
Você faz ideia do que é? Conheço museus, incluindo Metropolitan, Vaticano e Louvre mas lá…enlouqueci!!

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A Porta de Ishtar era um dos oito portões na muralha que cercava a Babilônia e que dava acesso à cidade, enquanto a Via Processional era o caminho que levava até a Porta. Esta via era lineada por paredes belamente decoradas e usada em ocasiões festivas como a procissão dos deuses. Com os milhões de tijolos de vidros coloridos encontrados nas escavações arqueológicas onde ficava a Babilônia, a Porta de Ishtar e a Via Processional foram remontadas o mais próximo possível das dimensões originais. O resultado é impressionante! A Porta de Ishtar tem 14 metros de altura e 30 metros de largura, decorada em alto relevo com os animais sagrados da Babilônia como o Leão de Ishtar, o Touro de Adad e o Dragão de Marduk!

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Você pode dar um Google, ver a foto aqui mas pra entender, sentir, só indo lá, em frente à porta, naquela enormidade…. Não tenho como te explicar…então vou…desfocar, distorcer e desconstruir, virar os holofotes para outros pontos da cidade.

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O que você sabe sobre o muro? Que separava o lado ocidental do oriental, ou seja, a parte capitalista e a comunista, conforme um acordo em que a Alemanha foi fatiada depois da guerra. Além de EUA e URSS tinham seu quinhão a França e a Inglaterra e o que o muro fez, não foi simplesmente cortar o país, ou mesmo a cidade em duas partes mas criar uma ilha de capitalismo cercada pelo mundo soviético e com algumas e controladíssimas entradas e saídas. E o muro não era um, eram dois, com distâncias maiores ou menores entre eles mas em muitos pontos podendo ter fosso, rua e monumento entre as duas barreiras. O marco da cidade, Portão de Brandenburgo, ficou isolado por trinta anos entre os dois muros! Sabia? Eu não!

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Repare quando for lá em “paralelepípedos” que cruzam a cidade, as ruas, sem seguir o traçado delas. Era ali que estava o muro! Algumas têm placas indicativas mas por todo o lado você passa por ele sem se dar conta!

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Aliás, das guerras são muitas e dolorosas recordações. Me emocionei na Kaiser-Wilhem-Gedächtniskirche, que eles chamam de dente cariado já que só uma parte resistiu aos bombardeios.

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Tem o bunker do Hitler – eternizado no filme “A Queda” -, a Torre de TV de 365 metros de altura para mostrar a modernidade comunista, o belo Memorial ao Holocausto (cada um dos blocos tem inclinação e tamanho diferentes, são únicos) ou a homenagem aos políticos perseguidos e mortos pelos nazistas em frente ao Parlamento Alemão. Uma boa dica é agendar pela internet a subida à cúpula do Reichtag (Parlamento) e aproveitar a vista da Berlim moderna e antiga.

memorial ao holocast
Os pátios dos prédios também se destacam. Na Haus Schwarzenberg, um espaço dedicado à arte e cultura, são muitas histórias ainda vivas. De Otto Weidt, empresário que escondeu judeus do genocídio nesse prédio e da decadência dos prédios da parte oriental da cidade com a derrocada do sistema político e econômico da antiga União Soviética. Agora parte das paredes descascadas são cobertas com grafites e colagens. Bem berlinense!

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Não deixe de tomar um café, ou chá, no Suesskramdealer na Varziner Strasse 4, perto da Bundesplatz. Reconfortante! Ainda no quesito guloseimas não deixe de ir ao Fassbender & Rausch! Entre chocolates de todos os tipos e misturas deliciosas você vai encontrar esculturas enoooormes de biscoitos e chocolate! Bom lugar para presentear amigos!

lugar para tomar chá

 

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São tantas histórias e tantos Berlin’s que fica difícil resumir, mas te deixo um conselho: a Alemanha tem muito a oferecer ao turista e vale a pena descobrir a riqueza de sua capital. Nem sempre existem traduções nas informações mas todos falam inglês e você vai se deliciar flanando pelas ruas planas da cidade.

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Willkommen!

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